“Vaga Zero” provoca filas de ambulâncias e pacientes aguardam horas por atendimento em hospitais de Curitiba e região

 “Vaga Zero” provoca filas de ambulâncias e pacientes aguardam horas por atendimento em hospitais de Curitiba e região

A situação conhecida como “Vaga Zero” chamou a atenção de quem passou por hospitais de Curitiba e da Região Metropolitana na tarde deste sábado (7). Filas de ambulâncias aguardando atendimento foram registradas em frente a unidades de referência, como o Hospital do Trabalhador, no bairro Portão, e o Hospital Universitário Cajuru. O cenário também se repetiu em hospitais da RMC, como o Hospital do Rocio, em Campo Largo, e o Hospital São José, em São José dos Pinhais.

Em alguns casos, pacientes chegaram a aguardar mais de oito horas dentro das ambulâncias, estacionadas nas portas dos hospitais, à espera de leitos para internação. No Hospital do Trabalhador, por exemplo, foi registrada uma fila de cerca de dez ambulâncias com pacientes aguardando vagas. Às 15 horas, o Centro de Regulação de Leitos informou que não havia vagas disponíveis nos hospitais da capital, nem mesmo no Hospital da XV, que recentemente firmou convênio com a Prefeitura de Curitiba para atendimento de pacientes de trauma.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba informou que a situação é pontual e ocorre em momentos de sobrecarga, principalmente quando há aumento de casos de urgência relacionados a acidentes e violência interpessoal. Segundo a pasta, esses atendimentos têm prioridade sobre as transferências reguladas.

Ainda conforme a SMS, os chamados pacientes “vaga zero” são aqueles que, de acordo com critérios médicos, não podem aguardar e precisam ser admitidos imediatamente, mesmo quando o pronto-socorro está operando acima da capacidade. Nessas situações, casos considerados menos graves acabam tendo que esperar por atendimento.

A secretaria ressaltou que o cenário é dinâmico e que as equipes de saúde trabalham para administrar a demanda, mantendo contato permanente com os hospitais para ampliar o número de leitos e atender os pacientes no menor tempo possível.