Tornozeleira eletrônica não impede novos crimes e suspeito volta a furtar veículos em Curitiba
A prisão de um homem de 30 anos pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), nesta quinta-feira (4), voltou a levantar o debate sobre a eficácia da tornozeleira eletrônica. Mesmo monitorado pela Justiça, o suspeito é investigado por continuar praticando furtos de veículos em Curitiba.
De acordo com a Divisão de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), ele estaria envolvido em pelo menos dez furtos registrados recentemente nos bairros Centro, Centro Cívico, São Lourenço e Bigorrilho.
As investigações apontam que os veículos furtados, geralmente modelos mais antigos, eram levados para áreas de Almirante Tamandaré e Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, onde eram desmontados e abandonados.
Segundo o delegado Felipe Boffo, imagens de câmeras de segurança ajudaram a identificar o suspeito em diversas ocorrências.
O homem já havia sido preso em flagrante no dia 18 de maio após furtar um carro no Centro de Curitiba. Depois de ser solto, foi novamente abordado no dia 2 de junho dirigindo um veículo com alerta de furto, o que resultou na determinação judicial para uso de tornozeleira eletrônica.
Mesmo monitorado, ele teria cometido outro furto no dia seguinte, nas proximidades do Tribunal de Justiça do Paraná. Após perseguição policial, conseguiu fugir, mas acabou preso novamente nesta quinta-feira.
O caso reforça que a tornozeleira eletrônica é uma ferramenta de monitoramento, mas não impede que criminosos reincidentes voltem a cometer delitos. A Polícia Civil segue investigando a participação do suspeito em outros furtos na capital.


