Homem é preso após atrair mulheres com falsas vagas de emprego para cometer abusos sexuais no Paraná

 Homem é preso após atrair mulheres com falsas vagas de emprego para cometer abusos sexuais no Paraná

Um homem de 59 anos foi preso preventivamente na quarta-feira (24), em Paranaguá, no litoral do Paraná, suspeito de atrair mulheres por meio de falsas ofertas de emprego e cometer abusos sexuais contra as vítimas. A prisão foi realizada pela Polícia Civil após o avanço das investigações, que apontam um suposto esquema utilizado pelo investigado para conquistar a confiança das mulheres antes dos crimes.

O caso começou a ser apurado em maio deste ano, após uma adolescente denunciar ter sido vítima de estupro de vulnerável. Segundo a investigação, ela foi convencida a aceitar uma proposta para trabalhar como segurança patrimonial em um serviço remunerado. Durante a suposta atividade, no entanto, teria sido abusada sexualmente pelo suspeito.

De acordo com a Polícia Civil, o homem costumava abordar mulheres jovens, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade econômica ou em busca de uma oportunidade de trabalho. Para dar aparência de legitimidade às propostas, ele se apresentava como empresário ou representante de empresas, utilizando contratos, formulários, uniformes e outros documentos.

A delegada Anielen Matias explicou que o investigado iniciava contato em locais públicos de grande circulação e utilizava um discurso persuasivo para convencer as vítimas. Após conquistar a confiança delas, as levava para locais isolados sob diferentes justificativas. Em alguns casos, exigia dinheiro para cobrir supostos custos administrativos. Em outros, oferecia bebidas alcoólicas ou substâncias que poderiam incapacitar as vítimas antes de praticar os abusos.

As investigações também revelaram que o suspeito possui registros policiais desde 2002 por condutas semelhantes. Além da adolescente que procurou a polícia, outras duas ocorrências de abuso sexual atribuídas ao homem já foram confirmadas durante a apuração.

A Polícia Civil segue investigando o caso e acredita que novas vítimas possam existir. Pessoas que tenham passado por situações semelhantes são orientadas a procurar a delegacia para registrar denúncia e contribuir com as investigações.