Pedagoga é agredida por estudante durante festa julina em colégio estadual de São José dos Pinhais

 Pedagoga é agredida por estudante durante festa julina em colégio estadual de São José dos Pinhais

Uma pedagoga foi agredida por uma estudante de 17 anos durante a festa julina realizada no Colégio Estadual Eunice Borges da Rocha, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso aconteceu na última quarta-feira (8) e está sendo investigado pela Polícia Civil.

De acordo com informações, a confraternização era realizada nos períodos da manhã, tarde e noite. A adolescente, que estuda no turno da manhã, queria permanecer no colégio durante todo o dia. Segundo relato da pedagoga, a estudante teria se escondido em um banheiro e, ao ser localizada e orientada pela equipe escolar, passou a proferir ofensas e iniciou as agressões.

“Ela se alterou demais, cuspiu na minha cara e veio para cima de mim com socos em todo o meu rosto”, relatou a profissional, que atua há mais de 30 anos na educação. A pedagoga afirmou que ainda apresenta lesões na parte interna da boca em decorrência da agressão.

Após o ocorrido, a Polícia Militar foi acionada. Pouco depois, a mãe da adolescente chegou ao colégio acreditando que a filha havia sido agredida pela pedagoga. A profissional negou qualquer agressão e afirmou que testemunhas, incluindo outro pedagogo, presenciaram toda a situação.

A vítima também demonstrou preocupação com o aumento da violência nas escolas e defendeu maior participação das famílias na educação dos filhos.

O episódio ocorre poucos dias após outro caso de violência em São José dos Pinhais, quando um professor do Colégio Estadual Costa Viana relatou ter sido ameaçado de morte por estudantes.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio do Núcleo Regional de Educação da Região Metropolitana Sul, informou que a direção do Colégio Estadual Eunice Borges da Rocha adotou imediatamente os protocolos previstos, realizando o atendimento pedagógico, registrando a ocorrência em ata e acionando a Patrulha Escolar Comunitária e o Conselho Tutelar. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.