GM de Araucária na mira do Gaeco: morte de jovem, mais de 30 tiros e denúncias de ameaças abalam investigação

 GM de Araucária na mira do Gaeco: morte de jovem, mais de 30 tiros e denúncias de ameaças abalam investigação

Um caso cercado de polêmicas e denúncias explosivas segue provocando revolta em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, e a Polícia Civil investigam a atuação de agentes da Guarda Municipal durante uma abordagem que terminou com a morte de Rayssa, de apenas 21 anos, e deixou seu namorado, de 28, gravemente ferido após ser atingido por cinco tiros.

Segundo os guardas, a perseguição começou porque a Fiorino trafegava com os faróis apagados e houve reação armada por parte dos ocupantes do veículo. No entanto, o automóvel foi atingido por cerca de 30 disparos, concentrados principalmente no para-brisa. No compartimento de carga estavam duas irmãs de Rayssa, de 10 e 13 anos, que escaparam sem ferimentos. Os dois agentes envolvidos foram afastados das ruas.

A investigação ganhou novos contornos após surgir a informação de que o sobrevivente teria recebido, dias antes, uma mensagem alertando que policiais possuíam fotos do veículo e pretendiam matá-lo. O conteúdo passou a integrar as apurações.

Outra mulher também procurou o Ministério Público afirmando sofrer perseguições e ameaças de morte atribuídas a guardas municipais. Ela relata que agentes estariam entrando em residências, pressionando familiares e dizendo que fariam com ela “o mesmo que fizeram com Rayssa”. As acusações incluem ainda supostas tentativas de incriminá-la com drogas.

O caso ficou ainda mais delicado após o delegado responsável determinar a retirada imediata de equipes da Guarda Municipal que permaneciam no hospital onde o sobrevivente estava internado na UTI, classificando a vigilância como irregular. Em depoimento, o homem afirmou que abordagens violentas e agressões físicas por parte de guardas eram frequentes em sua comunidade. A Guarda Municipal de Araucária ainda não se manifestou sobre as acusações.