Vereadoras são flagradas pela PRF com canetas emagrecedoras do Paraguai em carro oficial da Câmara
Duas vereadoras de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba, foram flagradas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportando medicamentos de origem estrangeira em um veículo oficial da Câmara Municipal. A abordagem aconteceu na tarde da última sexta-feira (31), no km 252 da BR-277, em Irati, e o caso ganhou grande repercussão por envolver o uso de dinheiro e patrimônio públicos.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram quatro ampolas de medicamentos à base de tirzepatida, substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente conhecida por seu uso no emagrecimento. As canetas estavam escondidas entre objetos no porta-malas do veículo e não possuíam documentação de importação nem receita médica.
Segundo informações divulgadas posteriormente, as ocupantes do veículo eram as vereadoras Alexsandra Maria dos Santos Lima, conhecida como Índia, e Vanessa Cristina Patla da Silveira. Conforme a PRF, as duas retornavam da região de fronteira com o Paraguai quando foram abordadas.
A carga foi apreendida e será encaminhada à Receita Federal e aos órgãos competentes. A condutora do veículo foi enquadrada, em tese, pelo crime de contrabando, previsto no artigo 334-A do Código Penal. Após orientação da Polícia Federal e da Receita Federal, as duas vereadoras e o veículo oficial foram liberados, enquanto o caso seguirá sendo investigado.
O episódio ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de informações do Portal da Transparência da Câmara de Contenda. As parlamentares estavam em viagem oficial para Foz do Iguaçu entre os dias 28 e 31 de julho, sob a justificativa de realizar visitas para buscar recursos para o município. Cada uma recebeu R$ 2.123,00 em diárias, custeadas com dinheiro público, e utilizava um veículo oficial da Câmara durante o deslocamento.
Nos bastidores da Câmara Municipal, o caso já é tratado como um possível episódio de quebra de decoro parlamentar. Vereadores defendem que a conduta das parlamentares seja apurada e não descartam a abertura de uma comissão para investigar o caso.
As investigações seguem e caberá às autoridades competentes definir as responsabilidades criminais e administrativas das envolvidas.


