Câmara aprova escolas cívico-militares e decisão provoca forte embate político em Curitiba
Após intensos debates e manifestações favoráveis e contrárias, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou em dois turnos o projeto que prevê a implantação do modelo de escolas cívico-militares na rede municipal de ensino da capital paranaense.
A proposta foi votada entre terça-feira (16) e quarta-feira (17) e recebeu ampla maioria dos votos dos vereadores. Na primeira discussão, o substitutivo geral foi aprovado por 23 votos favoráveis e 8 contrários, após mais de três horas de debates no plenário. Já na segunda votação, realizada na manhã desta quarta-feira, o texto recebeu 15 votos favoráveis e 5 contrários.
O projeto estabelece ações voltadas ao fortalecimento dos valores cívicos, da convivência ética e da cidadania nas escolas municipais, especialmente para estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.
Um dos idealizadores da proposta, o vereador Guilherme Kilter (Novo), defendeu a iniciativa e afirmou que o modelo já apresenta resultados positivos em outras cidades e no estado. Segundo ele, as escolas cívico-militares contam com ampla aprovação de pais e professores, além de indicadores de redução da violência escolar e melhora no desempenho dos alunos.
Por outro lado, a proposta também gerou polêmica entre parlamentares e setores da sociedade que questionam a adoção do modelo na educação pública municipal. Durante as discussões, vereadores da oposição manifestaram preocupações sobre a presença de militares no ambiente escolar e defenderam investimentos em outras políticas educacionais.
Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para análise e possível sanção do prefeito Eduardo Pimentel. O texto aprovado prevê ainda a realização de consulta pública obrigatória junto à comunidade escolar antes de qualquer adesão das unidades de ensino ao modelo cívico-militar.
A expectativa é que o tema continue gerando debates entre educadores, pais, estudantes e autoridades nos próximos meses.


