CasoRachelGenofre JÚRI POPULAR DE RÉU POR MATAR RACHEL GENOFRE é MARCADO PARA 12 DE MAIO

 CasoRachelGenofre JÚRI POPULAR DE RÉU POR MATAR RACHEL GENOFRE é MARCADO PARA 12 DE MAIO

“Carlos Eduardo dos Santos será julgado por homicídio triplamente qualificado com meio cruel e ocultação; corpo da menina foi encontrado em uma mala na rodoviária de Curitiba, em 2008”.

O júri popular do acusado de matar a menina Rachel Genofre, em 2008, foi marcado para ocorrer no dia 12 de maio de 2021.

O réu, Carlos Eduardo dos Santos, está preso e será julgado por homicídio triplamente qualificado mediante meio cruel e ocultação do corpo, com possibilidade de aumento da pena em um terço em caso de condenação.

A definição da data do júri foi confirmada nesta terça-feira (13), pelo promotor Lucas Cavini Leonardi, do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

A Justiça marcou a data na quinta-feira (8). No julgamento, serão ouvidas sete testemunhas definidas pelo MP-PR e outras três pela defesa do réu.

Rachel Genofre tinha 9 anos quando o crime aconteceu. O corpo dela foi encontrado dentro de uma mala na Rodoviária de Curitiba com sinais de violência sexual e estrangulamento.

A menina desapareceu após sair da escola onde estudava, no Centro de Curitiba, no fim da tarde de 3 de novembro de 2008.

Onze anos após a morte de Rachel, exames de DNA ajudaram a polícia a identificar Carlos Eduardo. Ele cumpre pena de 25 anos por outros crimes e, após a identificação como suspeito pela morte da menina, confessou à polícia que a matou.

A defesa do acusado disse que recebeu com bastante tranquilidade a informação da designação da data para julgamento popular.

“O júri popular será a oportunidade para esclarecimento de diversas incongruências que perduram no processo ao longo de tantos anos, com a absoluta certeza de que ao final teremos um julgamento justo pelo conselho de sentença de Curitiba”, disse o advogado Roberto Neves.

O advogado Daniel Gaspar, da defesa da família de Rachel, disse que o julgamento no Tribunal do Júri deve trazer alento aos familiares da menina e colocar fim a um longo período de sofrimento.

“Finalmente chegamos ao ao final disso tudo, que é o julgamento do poder popular. Agora a gente encaminha para o caso finalmente acabar. Vamos para um juri que não deve ser longo, mas que vai por fim a uma espera muito longa e, aí, finalmente, a Rachel e sua família vão poder dormir e descansar em paz”, disse.

Júri popular

A decisão de enviar o caso ao Tribunal do Júri ocorreu em novembro de 2020, assinada pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri da Região Metropolitana de Curitiba.

À época, a defesa informou que já esperava que o réu fosse levado ao Tribunal do Júri e afirmou que no julgamento apresentará incongruências no caso.

Após a intimação para recorrer da pronúncia que determinou o júri popular a defesa teve tempo para se manifestar contrária à decisão, mas já à época, o advogado afirmou que não deveria recorrer.

A juíza incluiu ao réu, quando emitiu a decisão pelo júri, além do homicídio e das qualificadores, os crimes de atentado violento ao pudor e rapto.

Também à época da decisão pelo julgamento, o advogado Daniel Gaspar afirmou que a família se emocionou.

O crime

À época do crime, Carlos Eduardo morava a menos de um quilômetro da escola onde Rachel estudava, e a menina passava com frequência pela rua onde ele morava, segundo as investigações.

Em depoimento, a polícia informou que ele falou com frieza sobre o que aconteceu e não demonstrou arrependimento.

Carlos contou à polícia que atraiu a menina para a casa onde estava morando dizendo que era produtor de um programa infantil de televisão.

A menina, segundo o depoimento dele, aceitou ir até o local com a intenção de assinar um contrato para participar do programa.

Conforme a polícia, Carlos relatou ainda que violentou sexualmente a menina e que, como ela gritou, ele decidiu matá-la. Depois, Santos disse que colocou o corpo na mala e deixou na rodoviária.

A perícia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que ela sofreu violência sexual.

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A identificação de Carlos Eduardo Santos ocorreu 11 anos após o crime, graças à integração de base de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp).

Durante os 11 anos, a Polícia Civil coletou o DNA de diversos suspeitos para a comparação do material genético encontrado nos lençóis e na mala onde o corpo da menina foi encontrado, mas até então não havia nenhuma confirmação

Fonte: G1 Paraná