Crime que vitimou pai e filho pode ter sido motivado por intolerância religiosa, aponta investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil de São José dos Pinhais apura um duplo homicídio que chocou a comunidade da área rural do município. Um pai e seu filho, de 16 anos, foram assassinados de maneira brutal, em um ataque que, segundo o delegado Fábio Machado, pode ter sido motivado por intolerância religiosa. A família, descrita como pacífica, trabalhadora e de fé evangélica, vivia no local há anos e já havia sofrido ameaças do autor.
De acordo com o delegado, testemunhas relataram que o suspeito demonstrava aversão às vítimas pelo simples fato de serem “crentes”. A investigação indica que ele teria passado horas treinando tiros no mesmo dia do crime, supostamente para garantir precisão nos disparos. A atitude reforça a suspeita de premeditação e ódio direcionado.
O ataque ocorreu de forma covarde. O suspeito estacionou seu caminhão em frente à residência e chamou o patriarca da família de maneira aparentemente tranquila. Enquanto conversava, retornou ao veículo, pegou uma espingarda e se posicionou atrás do caminhão, onde disparou contra a vítima, que caiu imediatamente. O filho, ao ouvir o barulho, foi até a janela para entender o que acontecia e acabou alvejado, sem qualquer chance de defesa.
Segundo relatos, o autor ainda tentou atingir a esposa, demonstrando intenção de eliminar toda a família. Para a polícia, fica evidente um comportamento intolerante, agressivo e desequilibrado. A mãe das vítimas, em estado de choque, confirmou que o suspeito já havia matado o cachorro da família, ameaçado o adolescente e criado discussões injustificadas, sempre demonstrando hostilidade.
Após o crime, o suspeito fugiu em direção a Curitiba, onde abandonou o caminhão e deixou a arma utilizada. Ele permanece foragido. A Polícia Civil segue em diligências e pede que qualquer informação sobre seu paradeiro seja repassada imediatamente às autoridades.
O caso é tratado como homicídio qualificado, tanto por motivo fútil quanto pela impossibilidade de defesa das vítimas, reforçando a gravidade e crueldade do ato.
Redação 190 – Repórter Régis Santos e Adriano Massarute
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