Curitiba lidera geração de empregos formais para trabalhadores migrantes no Brasil em 2025
Curitiba aparece como a cidade brasileira com o maior saldo de empregos formais ocupados por trabalhadores migrantes em 2025. Os dados fazem parte do Boletim Temático Trabalho e Renda nº 01, elaborado com base em informações do OBMigra, Rais, Caged e Carteira de Trabalho e Previdência Social.
Segundo o levantamento, a capital paranaense registrou saldo positivo de 7.267 vagas formais preenchidas por migrantes, resultado de 32.187 admissões e 24.920 desligamentos ao longo do ano. O desempenho coloca Curitiba à frente de cidades como São Paulo, Florianópolis, Joinville e Caxias do Sul no ranking nacional de geração líquida de empregos para essa população.
O estudo também aponta que o Paraná lidera entre os estados brasileiros, com saldo positivo de 21.023 empregos formais destinados a trabalhadores migrantes em 2025. Ao todo, foram contabilizadas 89.175 admissões e 68.152 desligamentos no período analisado.
De acordo com o boletim, a Região Sul vem se consolidando como principal polo de absorção de mão de obra migrante no país, especialmente em setores ligados à indústria, comércio, serviços, construção civil e cadeias agroindustriais.
O levantamento evidencia ainda a importância da população migrante para a economia brasileira e paranaense. Trabalhadores venezuelanos lideram o saldo de empregos formais tanto no Brasil quanto no Paraná, seguidos por migrantes vindos de Cuba, Haiti, Paraguai e Bangladesh.
Outro destaque é o desempenho da rede Sine no Paraná. Entre janeiro e abril de 2026, o sistema realizou 5.395 colocações de trabalhadores migrantes no mercado formal. O Sine Curitibano aparece entre os postos com maior número de encaminhamentos do estado.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, os números refletem políticas públicas voltadas à inclusão produtiva e ao acolhimento da população migrante. Além das ações de empregabilidade, a Prefeitura também desenvolve iniciativas de qualificação profissional e acesso a serviços públicos para migrantes e refugiados.


