“Parede chorando”: fenômeno chama atenção no inverno paranaense
Com a chegada do inverno e a recente oscilação das temperaturas no Paraná, muitos moradores têm relatado um fenômeno curioso dentro de casa: paredes e pisos “chorando”, ou seja, cobertos por pequenas gotas d’água. Segundo especialistas, esse efeito é causado por mudanças bruscas no clima.
De acordo com o meteorologista Leonardo Furlan, do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o fenômeno ocorre quando o ar quente e úmido entra em contato com superfícies frias dentro das residências. A umidade do ar condensa ao tocar paredes e pisos gelados, formando o que popularmente é chamado de “suor”.
Esse efeito se intensifica com a atuação de massas de ar frio no estado. Quando uma nova corrente de ar mais quente e úmido chega com os ventos, o contraste de temperaturas cria as condições ideais para a condensação do vapor d’água.
O que fazer quando a casa “suar”?
Segundo Furlan, há formas simples de lidar com o problema:
- Ventiladores e aquecedores ajudam a circular o ar e dissipar a umidade;
- Evitar deixar a casa totalmente fechada também é importante, sempre que possível, para melhorar a ventilação;
- Em áreas menores, um pano com álcool pode ser utilizado para secar o excesso de umidade.
Além do incômodo, o acúmulo de água nas paredes e pisos pode contribuir para o surgimento de mofo, bolor e até comprometer a estrutura de móveis e alvenaria. Portanto, é importante estar atento e tomar providências sempre que o “suor das paredes” aparecer.


