PF aborda deputado Mauro Moraes na Alep durante investigação eleitoral
O deputado estadual Mauro Moraes (PL), candidato à reeleição, foi abordado por policiais federais à paisana no início da tarde desta sexta-feira (2), no pátio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba. Segundo informações divulgadas pelo Blog Politicamente, a ação teria relação com uma denúncia envolvendo o saque de aproximadamente R$ 300 mil em dinheiro vivo.
A abordagem ocorreu em frente a uma agência bancária localizada dentro da Alep. Conforme o relato, um assessor parlamentar teria sacado o valor, colocado o dinheiro em uma mochila e deixado o local antes da chegada dos policiais, que não o localizaram.
A Polícia Federal confirmou que cumpriu mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Eleitoral, dentro de uma investigação que apura possíveis ilícitos eleitorais e fatos relacionados. A corporação não informou oficialmente os nomes dos investigados nem os endereços das diligências, alegando sigilo judicial.
Ainda segundo o Blog Politicamente, Mauro Moraes prestou esclarecimentos iniciais aos policiais e afirmou que o dinheiro teria origem lícita e estaria declarado no Imposto de Renda. Durante a abordagem, ele também teria entrado em contato com seu advogado.
Os policiais foram até a agência bancária, onde conversaram com funcionários e teriam solicitado acesso às imagens das câmeras de segurança.
Após a passagem pela Assembleia, os agentes também teriam seguido até um escritório político ligado ao deputado, na Rua Anne Frank, em Curitiba. Segundo uma fonte ouvida pelo blog, um mandado de busca teria sido cumprido no endereço.
Em nota, a PF informou que a investigação envolve movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo operações com grande volume de dinheiro em espécie. Os agentes procuram documentos, registros e dispositivos eletrônicos que possam ajudar a esclarecer a origem e a destinação dos recursos e eventual relação com infrações eleitorais.
Na noite desta sexta-feira, Mauro Moraes publicou um vídeo nas redes sociais e afirmou que mantém uma reserva de dinheiro em espécie como precaução, citando o confisco da poupança ocorrido em 1990, durante o governo Fernando Collor. O deputado também declarou preocupação com a possibilidade de o atual governo vencer as eleições.
Até o momento, a PF não informou oficialmente se Mauro Moraes é investigado ou qual seria sua eventual relação com os fatos. A investigação segue sob sigilo.


