Tarifa de 25% dos EUA gera crise política e críticas a Flávio Bolsonaro nas redes
A confirmação da tarifa adicional de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos provocou forte repercussão política e econômica. A medida, anunciada pelo governo Donald Trump após investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), entra em vigor em 22 de julho e foi justificada por supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses americanos.
Após o anúncio, lideranças políticas reagiram. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão e afirmou que o Brasil buscará responder pelos canais diplomáticos e comerciais. Já o senador Flávio Bolsonaro responsabilizou o governo brasileiro pela deterioração das relações com os Estados Unidos e defendeu mudanças na política externa.
Entretanto, a repercussão nas redes sociais tomou um rumo inesperado. Em vez de concentrar as críticas contra Lula, muitos comentários passaram a responsabilizar Flávio Bolsonaro pelo desgaste político. Usuários o chamaram de “traidor” e afirmaram que ele estaria colocando interesses eleitorais acima dos prejuízos causados aos trabalhadores e empresários brasileiros.
A avaliação predominante entre diversos internautas é que a tarifa de 25% acaba atingindo politicamente mais Flávio Bolsonaro do que o próprio presidente Lula. Muitos comentários afirmam que a crise fortalece o discurso do governo federal e pode beneficiar Lula nas eleições, enquanto desgasta aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A discussão ganhou força porque Flávio havia afirmado anteriormente que medidas econômicas desse porte poderiam favorecer politicamente Lula. Agora, parte do eleitorado conservador atribui ao senador parcela da responsabilidade pelo desgaste causado pela crise comercial e pelos possíveis impactos da nova tarifa sobre a economia brasileira.


