Vereador de Curitiba deixa presidência do Conselho de Ética após operação do Gaeco por suspeita de rachadinha

 Vereador de Curitiba deixa presidência do Conselho de Ética após operação do Gaeco por suspeita de rachadinha

O vereador de Curitiba, Lórens Nogueira (PP), pediu afastamento da presidência do Conselho de Ética da Câmara Municipal após ser alvo da Operação Déjà-vu, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (26). O parlamentar é investigado por suspeita de comandar um esquema de “rachadinha” dentro do próprio gabinete.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), Lórens foi flagrado em um vídeo recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma assessora comissionada. As imagens teriam sido gravadas pela própria servidora, que entregou o material aos investigadores do Gaeco e prestou depoimento formal confirmando que precisava devolver parte do salário como condição para permanecer no cargo.

Durante a operação, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 118 mil em espécie, encontrados em duas malas na residência do vereador e também em envelopes localizados com assessores ligados ao gabinete.

De acordo com os promotores Fernando Cubas Cesar e Nicole Pilagallo, a suspeita é de que assessores eram obrigados a repassar mensalmente parte dos salários ao parlamentar. O Ministério Público acredita que o esquema pode ocorrer desde o início do mandato, em 2025.

Lórens Nogueira está no primeiro mandato e foi eleito com cerca de 4.700 votos na capital paranaense. O caso segue sendo investigado pelos crimes de concussão, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.